Fui ser feliz.
Volta logo?
Não, eu não volto mais.
Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro de vez em quando. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem.
Eu me levo embora. Eu me deixo, eu me jogo, eu me culpo, eu me mato. Eu morro. Eu me afasto, eu te afasto, eu me movo, eu corro, eu me firo, eu atiro. E mato. Eu não quero ser eu, eu não quero que tu saibas que sou eu, eu quero me perder, me salvar, me encontrar. Eu me dispo, eu me afogo, eu caio do céu, eu escrevo, eu sinto e por sentir eu me alcanço. Eu me relato, eu me descrevo, eu me descubro, eu me liberto. Eu choro. Choro muito. Eu padeço. Eu não sou eu. Sou um estranho dentro de mim.
Ele me pede carinho, fala bem mansinho: “Mor, vem cá.” E o meu coração fica pequenininho, apertadinho por não poder estar lá. Ao lado dele. Onde é o meu lugar.
E a vida tão generosa comigo, veio de amigo a amigo, me apresentar a você.